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03 outubro 2014

Resenha: A Seleção


  Primeiramente, tenho que compartilhar com vocês minha felicidade de finalmente estarmos em outubro. Há algo muito bom pra acontecer esse mês que eu estou esperando dez do começo do ano, e finalmente está perto o suficiente pra eu começar a ter minhas crises de ansiedade.

  Mas, falando do livro, admito que li por indicação de outros blogs. Depois que criei o Winter Of Me e comecei a acompanhar diversos blogs, minha lista de livros pra ler cresceu muito. Agora que minhas provas finalmente acabaram pude começar a escolher livros dessa lista para ler, e escolhi aleatoriamente A Seleção.
  O livro é o primeiro da trilogia criada por Kiera Cass.
  Logo de cara tanto a capa do livro quando a sinopse me chamaram atenção, assim que li que a história envolvia príncipes, princesas e castelos me interessei. 

  Bem, a história se passa em uma época futurista onde os países que conhecemos não existiriam mais, todos tendo seu fim após a "Quarta Guerra Mundial", porém, no lugar onde hoje seria os Estados Unidos, se ergueu um reino, chamado Reino De Illéia. O modo que encontraram para estabelecer a paz, foi dividir a população em castas. De 1 á 8, quanto maior seu número, mais pobre você é.
  A história se concentra em America Singer, uma menina de 16 anos da casta 5 que, apesar de todas as dificuldades de sua vida, só queria se casar com quem ela acreditava ser seu grande amor, Aspen, da casta 6. Mas as circunstancias a levaram a se inscrever na seleção, que nada mais era que uma forma de coletar 35 garotas do reino que estivessem dispostas a ser a princesa e futura rainha de Illéia para viver no castelo, sob os olhos do príncipe, que escolheria com qual delas quer se casar. Se agarrando na ideia de que nunca seria escolhida, America vai para a seleção por estar com o coração partido por Aspen, mas ela não esperava que o príncipe (Maxon) seria tão charmoso e mexesse com ela.

  Começando pelo gênero do livro, puro romance. É realmente dedicado a leitores que se interessam nesse gênero, quem não gosta, provavelmente vai falar que o livro é meloso e melodramático, mas não é bem assim, o que a autora quis dar destaque foi na incerteza que ronda América, como ela fica dividida entre Aspen e Maxon, e faz questão de detalhar tudo que ela está sentindo e pensando, sinceramente, a escrita é muito boa, e é tão envolvente que faz o leitor ter as mesmas incertezas de América.

  Sendo o livro focado em América, claro, foi ela quem mais me chamou atenção, simplesmente pelo fato dela ser normal, tipo, totalmente normal. Vou explicar melhor, América não é a donzela indefesa, nem a mocinha humilde preocupada unicamente com o bem estar dos outros, nem a garota rebelde e problemática, nem a que tenta chamar atenção de todas as formas...
  América é apenas América. Mas mesmo ela sendo alguém comum, a personalidade dela é interessante. Ela é sim preocupada com os outros, mas muita vezes pensa primeiro nela mesma e se esquece que ela não é a única com problemas, o livro retrata isso de uma forma tão natural que faz você ficar tão indecisa sobre os acontecimentos quanto ela. A preocupação da autora foi dar realidade aos sentimentos da personagem, e ela fez isso tão bem que me identifiquei com América.
  Outra coisa importante ela é ela ser uma ótima observadora. sempre "ligada" no que está acontecendo a sua volta, é em seus pensamentos e reflexões que a história fica realmente interessante. Além de ela ter um ótimo senso de humor e ser muito inteligente.

  Como eu disse lá em cima, a história se passa em uma época futurista, onde uma suposta Quarta Guerra Mundial acabou com a economia do mundo, e regrediu os países economicamente, fazendo Illéia se transformar em um Império. O livro não é só uma narração do que América está vivendo, ele tem toda uma história envolvendo a criação do país, a divisão das castas, os motivos que levaram a "Quarta Guerra Mundial", e eu achei interessante a preocupação da autora em criar uma história para Illéia coerente e "realista".

  Vi várias pessoas comparando esse livro com The Hunger Games (Jogos Vorazes, se preferirem), mas eu acho apelativo comprará-los. Entendo porque da comparação, pelo fato da população ser dividida em castas, assim como em Jogos Vorazes a população é dividida em distritos, mas sinceramente? Eu achei isso coincidência, pode até ser que não seja, mas a história é completamente diferente.

  É isso, espero que tenham gostado dessa resenha (será que estou melhorando?), kissus.

10 setembro 2014

Livro vs. Filme: Branca De Neve E O Caçador


  Nunca fiz resenhas de livros ou filmes antes, então me perdoem se não ficar boa, espero aprender a fazer resenhas com a prática.  
 Simplesmente amo outras versões das histórias clássicas, e essa inspirada na história da Branca de Neve me conquistou.
  Li o livro a algum tempo atrás, e semana passada vi o filme. Me veio a vontade de falar o que achei dos dois...

Filme:



  O filme foi feito pelos mesmos produtores de "Alice No País Das Maravilhas", e é estrelado por Kristen Stewart. A história começa quando o rei, após vencer uma batalha, encontra uma bela mulher que estava sendo mantida prisioneira. Impressionado com sua beleza, ele a leva ao castelo, e no dia seguinte, se casa com ela. Na lua de mel, Ravenna se revela uma mulher amargura e vingativa, que tinha como plano matar o rei e tomar seu reino. Ela o fez, e por motivos que nem ela mesma sabia, não matou Branca De Neve, mas sim a fez prisioneira, por 10 anos. Branca De Neve, agora quase uma mulher, foge do castelo, e Ravenna entrega ao caçador a tarefa de trazê-la de volta...
  
  No geral, achei o filme bom, mas confesso que poderia ser melhor. Achei que várias cenas ficaram um tanto confusas e "apressadas", e os efeitos de computação também não me agradaram muito.

  Mas o que me agradou muito foi o figurino, com destaque para as roupas da rainha. Que aliás, achei que foi muito bem representada pela atuação de Charlize Theron.
  Na maioria das histórias, acho os vilões muito mais interessantes que os mocinhos, e nessa não foi diferente, a personagem da rainha foi quem mais me chamou atenção. Ravenna não era uma louca qualquer que só queria ser rainha, ela tinha seus motivos e sua ideologia do que é justo. É importante o fato de que Ravenna tinha poderes mágicos, obcecada por beleza e juventude, ela "sugava"a juventude de jovens bonitas do reino, as deixando com uma aparência envelhecida, enquanto ela recuperava sua beleza.


  O caçador (lindo por sinal) também foi muito bem representado pela atuação de Chris Hemsworth. Ele era um homem completamente apaixonado por sua esposa, e depois de perdê-la, se transforma em uma mercenário, que passa seus dias fugindo de dívidas e bebendo em bares. Ele se mostra totalmente despreocupado quando Ravenna ameaça matá-lo caso ele não fosse atrás de branca de neve, mas aceita depois que ela lhe promete trazer sua esposa de volta a vida. Porém, quando descobriu que estava sendo engando, desiste de levar Branca De Neve de volta a rainha, fugindo com ela.


  E a personagem principal, interpretada por Kristen Stewart, se mostra uma menina inocente, mas muito corajosa, que estava disposta a recuperar o reino de seu pai das garras de Ravenna.


 O que me deixou chateada foi ela não ter ficado com o caçador no final, era o mais esperado não era? Mas, talvez tenham feito isso para uma possível continuação da história, pois li notícias falando que isso é possível.

Livro:


  Foi na verdade pelo livro que me apaixonei <3

  Como sempre, o livro é bem mais detalhado que o filme. Assim como no filme, o rei encontra uma mulher muito bonita e a leva para o castelo, mas o diferencial é que no livro ele não se casa no dia seguinte como no filme, Ravenna vai, ao longo dos meses, conquistando a confiança e o coração do rei. Por isso disse que a história no filme me pareceu um pouco apressada (afinal quem se casa com uma pessoa no dia seguinte em que a conheceu? Saudades lógica).

  No livro, o clima "romântico" entre Branca De Neve e o caçador é bem mais marcante, por isso fiquei realmente decepcionada por eles não terem ficado juntos no final. Sim. seria muito clichê, mas gosto de um final clichê se ele envolver casais (afinal estou aqui esperando pelo felizes para sempre).

  Ravenna no livro é ainda melhor que no filme, como eu disse, "Ravenna não era uma louca qualquer que só queria ser rainha, ela tinha seus motivos e sua ideologia do que é justo", e isso fica evidente no final do livro quando ela é finalmente derrotada, e, diferente da maioria dos vilões, aceita sua derrota, pois segundo ela, Branca De Neve estava fazendo aquilo que ela mesma fez 10 anos atrás.


  Bom, é isso, espero pra uma primeira resenha não tenha ficado tão ruim.